sábado, 27 de agosto de 2011

Futebol - final de temporada

E a temporada de futebol se encerrou oficialmente hoje. Recebemos as fotos dos times, recebemos nossos troféus e medalhas.
Nos últimos jogos não fomos muito bem, perdemos de 3 a 0 do Canadá, um time bem montado, com jogadores habilidosos mas que jogavam muito na força física, depois nos recuperamos contra a Itália, vencendo por 5 a 3 (foi o melhor jogo do Eduardo na temporada, defensivamente perfeito e ainda marcou um gol), depois perdemos em sequencia para o Uruguai (6 a 1, com o gol de honra também do Edu) e da Inglaterra (2 a 0 em um jogo até equilibrado). Finalmente hoje jogamos novamente contra a Costa do Marfim, no "fun day" e ganhamos de 3 a 0.
Os jogos contra o Uruguai e a Inglaterra foram tristes. Não pelo fato de termos perdido, mas sim pelo tipo de futebol praticado por eles. Um jogo totalmente baseado na força física, quando nossos jogadores dominavam a bola eram sumariamente empurrados pelo ombro (o que no futebol é legal) pelos adversarios. Acabamos perdendo dois jogadores machucados contra o Uruguai e um contra a Inglaterra. E pelo que deu para perceber os treinadores ensinam as crianças a como derrubar o adversário!!! E o nosso time, um time de jogadores habilidosos e incapazes, pela própria natureza deles, de cometer atos anti-jogo, simplesmente, não consegue jogar numa situação dessas.
Na quinta assistimos um treino de um time feminino (uns dez, doze anos talvez) e o treinador fazia duas meninas correrem lado a lado por um trecho, trocando cotoveladas e marretadas com os ombros, até uma cair!!! Impressionante. É por isso que o futebol aqui no Canadá não vai para a frente, mesmo com tanta criança querendo jogar. Mas nenhum jogador vai se sobressair no futuro, se quando era criança aprendeu a dar cotovelada e não aprendeu a dominar, passar, chutar....
Hoje conversei com o treinador assistente da Costa do Marfin e ele me falou que um treinador de um time que jogou contra nós, foi pego ensinando as crianças a fazer falta, derrubar o adversário. Para crianças de sete, oito anos!!!! Felipão para crianças. Total inversão de valores, e de certa forma é bem feito que os dois times canadenses estão nos dois últimos lugares da liga americana e as chances de ir para a copa do Brasil são remotas.
Mas o que era um voluntariado para mim, acabou virando uma obrigação. Se o Eduardo quiser continuar a jogar no EYSC, eu vou ter que continuar sendo o treinador!!! Por que o risco de acabar nas mãos de um treinador ignorante desses é grande.
Não que os pais também não cometam seus papelões. Hoje quando o jogo tava zero a zero tenho quase certeza que uma bola entrou no nosso gol, mas o juiz pelo visto disse que a bola já tinha saído. Um pai do time adversário ameaçou uma reclamação mas parou logo. Só que logo em seguida marcamos dois gols que praticamente definiram o resultado, e aí o pai se revoltou, invadiu o campo, chingou o juiz, deu um espetáculo. Simplesmente grotesco, todos os outros pais fazendo de conta que não tavam vendo, e as crianças atonitas paradas em campo vendo um maluco gritando.
Mas pensando somente no Eduardo, o campeonato foi bastante positivo. Ele marcou tres gols (na verdade quatro, porque o juiz também um dia invalidou um gol que ele fez, dizendo que a bola tinha entrado por fora), e principalmente na segunda metade do campeonato, quando pegamos times mais fortes, ele jogou bem. E de certa forma definiu a sua posição, ao contrário dos outros meninos ele não gosta de jogar no ataque. E olha que teria habilidade para jogar enfiado no meio dos zagueiros, porque se desmarca bem, é rápido, sabe driblar. Mas para ele futebol é jogar na frente dos zagueiros, roubando a bola, ou sair correndo atrás do adversário que vai sozinho para o gol (curioso que ele sempre consegue cortar o adversário, sem tocar em ninguem). E quando rouba a bola, tem calma e quase sempre acerta a melhor jogada, ou tenta sair para o jogo, ou passa para alguem melhor colocado ou se não tiver outra opção e estiver apertado, bola pro mato que o jogo é de campeonato. O estilo de jogo dele é meio parecido com o do Vampeta, um cabeça de área habilidoso.

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