quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Desejo de imigrar é genético!!!

Recentes pesquisas determinaram que o desejo de imigrar tem uma origem fortemente genética. Ou em outras palavras, são sequencias de bases que determinam certas proteínas que dão as pessoas uma vontade enorme de se mudar.
Vamos estudar meu caso
Eu imigrei de São Paulo para Toronto, são 8.200km.
Minha mãe migrou de Corupá, SC para São Paulo, são 600 km (pouquissima coisa, mas se lembrarmos que isso foi no final da década de 40 em que o único meio de transporte entre essas cidades era o trem e demorava quase um dia inteiro!!!)
Meu avo, bom, meu avo é a exceção para valer a regra.
Meu bisavo, esse foi um recordista. A imigração dele, de Essen, Alemanha para Corupá foi de 10.300 km. Isso sem contar que ele resolveu voltar para a Alemanha e reemigrou para o Brasil. Só a viagem de navio entre Hamburgo e São Francisco em SC demorou 1 mes (cada, rs).
Provavelmente o pai do meu bisavo, da Prússia Oriental para Essen, mais 1000 km (dá para imaginar o que não foi uma imigração de 1000 km no começo do século dezenove). Essa foi uma imigração tão intensa na Alemanha que tem até nome Ostflucht (algo como caminho para o oeste)
Ou seja, em 5 gerações, meus genes atravessaram 20.000 km.
E ainda pode ser contado por parte da minha avó, que se mudou de Blumenau para Corupá em SC, e o pai dela que veio de algum lugar indefinido da Alemanha. E meu pai que migrou do interior de SP para a capital.
É lógico que é uma brincadeira que a imigração tenha um fundo genético (pelo menos com o conhecimento científico atual), mas que é muita gente se mudando em pouco tempo, é sim, rs.

Um comentário:

  1. oi Sergio,

    Se imigrar não for genético, talvez seja um comportamento aprendido rsrsrsr
    Eu fui do nordeste pro centro oeste no Brasil e agora estou em North Van.
    Mas os parentes do meu marido, uma parte saiu do Japão pro Brasil e a outra da Alemanha e Portugal e dentro do Brasil, mudou várias vezes.
    Pra mim, é melhor conscientizarmos, que somos cidadãos do mundo.


    Inté, Neuzinha

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