quinta-feira, 14 de maio de 2009

Do que eu sinto falta no Brasil

Tem várias coisas que eu sinto falta, que eu tinha no Brasil. Vou tentar listar aqui.
Primeiro "ors concurs" (ou seja lá como isso se escreve) é da minha mãe. Acho que nem precisa explicar, né? As vezes ficava dias sem ve-la, mas só o fato de saber que ela estava lá do meu lado, me tranquilizava.
Depois são dos parentes, da minha irmã Eunice, e porque não da família da Marilena. Afinal foram dez anos de contato intenso. Inclusive da minha sogrinha, por menos que ela acredite nisso, rs. E a Nádia, e as missões impossíveis, rs, rs. Nem pude comemorar o título do Corinthians lá na casa deles, rs, rs, rs.
E dos amigos, sabe aquele papinho furado, se o Ronaldinho tá gordo ou não.
Mas este post não é para falar do óbvio.
Tenho saudades do Dr. Hany, apesar da nossa relação ser acima de tudo profissional, afinal ele era o pediatra das crianças, criamos um relacionamento de confiança que jamais teremos com um médico. Se ele falava não faça nada com as crianças, voltava tranquilo para casa. Se ele mandasse tomar um remédio de meia em meia hora durante dois meses (brincadeira, nunca aconteceu isso) dariamos com a maior naturalidade. Agora aqui no Canadá estamos órfãos, rs. O último médico que fomos, por exemplo, poderia passar qualquer coisa, mas segurança.... Ele sabia reconhecer dor de garganta e dor de ouvido, quando ele viu que o problema do Dudu (que por sinal está totalmente recuperado) não era uma dessas duas opções, ficou desesperado, e ficou procurando alguma desculpa para repassar o problema para algum outro médico. Imagine se todo o mundo que tiver o intestino cheio de fezes tivesse que ir ao hospital tirar um raio X e fazer uma lavagem intestinal! Acho que existe um outro método mais tradicional e mais simples, rs. Nao sei se depois que tivermos um médico de família, conseguiremos ter um Hany canadense. Mas voltando ao Hany além de ele ser um excelente médico, ter um conhecimento aprofundado e ser uma referencia inclusive para os outros médicos, ainda tinha sensibilidade para entender que medicina não é apenas uma guerra entre micróbios e produtos químicos. Quantas vezes não saimos de lá com um sermão nas costas (e o pior, contentes ainda). Me lembro do dia em que fizemos as contas e percebemos que tomavamos 4 L de leite por dia, rs, rs.
Do Sabin, a escola do Du e da Le. Mas este eu já estou colocando em dúvida. Acho que vamos achar uma escola do mesmo nível ou melhor. E grátis. Mas se hoje o Dudu é uma criança segura, que enfrenta os desafios com tranquilade, devemos um pouco disto ao Colégio Albert Sabin.
Comida, isto não é mais problema. O problema arroz já está totalmente resolvido. O feijão diria que não é a mesma coisa, mas é 80%, frutas e verduras tem até mais opção que o Brasil e os preços são acessíveis. Carne tambem tranquilo. Falta só a torta de queijo da Sara Lee, mas isto também não tem no Brasil, rs.
Carro, nunca pensei que um dia ia falar isto. É impressionante como faz falta um carrinho. Mas isto também acho que não vai ser problema. A taxa de reprovação no teste prático é altissima aqui, da ordem de 60 a 70%, mas se tiver que refazer não vai ser isto que vai me abater.
Bom, vou parar por aqui por que este post tá ficando longo demais.

Um comentário:

  1. Sérgio, quando li sobre a última ida ao médico com o Eduardo fiquei pensando se vou superar a saudade da pediatra dos meus filhos...´
    Marcia

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