quinta-feira, 14 de maio de 2009

Decepção no ingles

Quem me conhece, ou que já trabalhou comigo, sabe que eu sou (ou fui) um chefe muito liberal. As pessoas podiam vir trabalhar de camiseta ou bermuda, chegar atrasado, sair no meio do expediente para resolver problemas pessoais, etc. As vezes quando exageravam eu tinha que conversar, mas mais no sentido de dar uma maneirada para as outras pessoas não ficarem comentando do que pelo fato em si. Preferia ter uma pessoa trabalhando comigo alegre, descansado, sem problemas do que uma pessoa somente em corpo no trabalho. Piada então, eu era o primeiro a fazer, as vezes as pessoas dos outros departamentos vinham pedir para a gente rir mais baixo. Mas todo mundo sabe também, que quando é hora de falar sério, temos que falar sério. Se teve um erro no projeto, se estamos atrasados em alguma coisa é hora de compensar, adiam-se as brincadeiras, e aí não tem hora para ir embora (eu inclusive). E todos os meus "subordinados" (que palavra feia) se encaixaram muito bem nesse esquema. Uma vez num curso eu interrompi e falei para o professor, que era um instrutor muito bem pago por sinal, temos duas opções, ou continuamos brincando e eu levo o meu pessoal para voltar ao trabalho, ou encaramos os exercícios com seriedade. Bom, ele deu o curso até o final com seriedade, até hoje nos cruzamos, mas percebo que ainda ele não deglutiu bem essa história (de quinze anos atras, rs).
Mas porque estou falando isso? Hoje fiquei muito decepcionado na aula de ingles. A apresentação foi de uma colombiana, muito boa a apresentação, foi sobre salsa, falou sobre a história, os instrumentos, a dança. Até aí tudo ia bem, só que chegou uma hora que o assunto acabou. Aí ela começou uma aula de salsa, prática, com a gente. Eu que a única coisa de salsa que eu conheço é a Shakira, e sou péssimo em dança, fiquei super constrangido. E a maioria dos alunos tambem, com exceção dos colombianos, que puxaram as mesas, colocaram a música alta e sairam rebolando. Com o professor, canadense, junto. Um colega ucraniano resolveu entrar na dança, simplesemente deprimente.
Eu fiquei com vontade de desligar o som, e pedir seriedade na classe. Poxa nós estamos lá para estudar ingles, ou melhor, eu preciso aprender ingles o mais rapidamente possível. Não estou lá para ficar perdendo tempo, melhor teria sido ir no parque com meus filhos.
E o professor parece que gostou, aquele sentimento bem brasileiro de levar vantagem em tudo, com a confusão toda ele não precisou dar aula e ainda pode acabar a aula meia hora mais cedo, porque não havia mais condição de continuar. Para os colombianos, que estão aqui há uns cinco anos e só agora resolveram começar a estudar ingles (abandonaram o sonho de que o Canadá iria oficializar o espanhol como a terceira lingua oficial pelo menos), foi um excelente momento para bailar.
Talvez eu esteja errado, e a cultura canadense seja mais próxima da colombiana do que da brasileira. Mas como imigrante, eu que tenho que me adaptar a como as coisas são por aqui. Mas desse jeito vai ser difícil.

Um comentário:

  1. Puxa Sergio na outra escola que eu estava era igualzinho. Até achei que por descuido vc estava em Calgary rsrs. Brincadeiras a parte, é o seguinte, pesquise com outras pessoas por ai, uma escola mais séria, porque essa ai acho que não vai mudar, se vc está em um centro católico piorou, a minha escola anterior era um centro católico que a prioridade é para os refugiados, se tem bastante colombiano lá, realmente é isso que acontece, na minha ex escola tinha muito africano e colombianos, eles vem como refugiados e a prioridade é dar um inglês para que eles corram para o mercado de trabalho o mais urgente possível, sem preconceitos, como o nível de escolaridade é baixo, geralmente eles não conseguem acompanhar se o professor puxar mais. Pegue algumas informaçòes sobre outras escolas principalmente as particulares mas que recebem do governo pelo link, elas geralmente são mais fortes, procure uma mista que recebe estudante internacional também, são as melhores é o caso da minha nova escola. Infelizmente para nós brasileiros as escolas católicas são entidades assistências, recebem ajuda do governo e a prioridade são os refugiados. Só mudei depois de passar muito nervoso e perceber que eu perdi um tempo precioso, que apesar de ser uma escola muito fraca eu me desenvolvi bastante, imagine se eu estivesse aonde estou desde o início. Vale dar uma pesquisada, mas não espere muito o seu nível é avançado e dificilmente vc vai achar uma escola a tua altura. Quanto ao blog, estou tentando mudar o layout, a Marilena uma vez me deu algumas dicas, logo eu chego lá.
    Beijos, Eliane.

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