quinta-feira, 16 de abril de 2009

Carteira de motorista

Hoje finalmente chegou o dia do teste escrito. Foi um dia de grandes decisões da minha parte.
Primeiro ir a pé até a estação, nada de ficar esperando onibus e não saber qual pegar. Acho que estou meio fora de forma, foram 30 min de caminhada, pelo menos foi no plano.
Segunda, entrar na estação para comprar o tíquete do trem. A bilheteria tava fechada, tinha uma atendente que ignorou totalmente a minha presença. Aí a vendedora de uma lanchonetinha que tinha dentro da estação me falou, voce tem que comprar o tíquete fora da estação. Lá fui eu comprar fora da estação (acho que canadense gosta de frio mesmo), muito legal a máquina, na verdade, uma tela de computador com toque na tela. Só que o sol tava batendo bem em frente da tela, acho que não é para comprar tíquete de dia. Poxa sofri para comprar o bilhete direito.
Terceiro, ir até a estação de trem para pegar o trem. Não conseguia validar o bilhete de jeito nenhum, aí a vendedora da loja gritou, Samanta, explica para ele o que tá acontecendo!!!! Aí a Samanta, a moça que tava dentro do quiosque de venda de passagem resolveu me explicar, o trem já foi!!!! Tá bom, pego o próximo, e ela, próximo? Francamente não entendi porque a minha pergunta em relação ao próximo foi tão absurda assim. Mas mais absurdo foi a solução para o problema, ela me disse, ora já que voce já pagou a passagem vá de onibus!!!!!! E lá fui eu para o ponto esperar o train-bus!!!!
Esse onibus, pela bagatela de 4,80 dolares me levou sem parar em ponto nenhum, pela via expressa (acho que não demorou 20 min) para a Union Square, a estação central de trem de toronto, algo como a estação da luz. Desci numa plataforma igual estação de onibus intermunicipal do interior.
Mas voltando as decisões.
Quarta, entrei na estação de trem para achar a entrada da do metro. Não tem! Perguntei a um policial e ele me explicou também com cara de espanto, ora saia da estação, atravesse a rua e entre na mesma estação do trem do outro lado (ainda vou voltar lá e procurar, tem que ter uma passagem secreta, rs). Bom, fiz exatamente o que o guarda mandou e entrei numa estação onde eu podia escolher plataformas do trem ou do metro.
Quinta, mas essa não foi minha. Foi uma senhora loirinha, provavelmente canadense, que resolveu me perguntar se aquela composição do metro ia até o final da linha ou se ia parar antes!!! Poxa, logo para mim ela perguntou.
Bom, no consulado foi mais uma vez 10, quando cheguei o rapaz que atende, já veio brincando comigo, dizendo que ia ver se deixava eu dirigir lá. Foi muito simpático. Do consulado fui a pé até o local da prova, fácil, é na mesma rua. Uns quinhentos metros de distancia, valeu a pena economizar o metro.
Sexta, se eu ia pegar tanto metro, porque não comprei o passe diário??
Sétima, cheguei sem ter a carteira de motorista traduzida, o que todo mundo faz, e faz o teste sem problemas. Não consegui entrar nem na fila!!! O funcionário canadense foi muito simpático e disse que a única coisa que poderia me fazer é dar o telefone da associação dos tradutores de ontário.
Oitava, meia página de guia não é nada, né? Resolvi voltar a pé para economizar o dinheiro do metro. Mais meia hora de caminhada.
Nona, o ponto final do onibus era no square one, mas do lado oposto ao qual ficamos. Porque não ir até o final e passar na wal mart e já comprar o pão e leite para o dia seguinte. E por que não já comprar 6L de leite, e com a coca tão barata, porque não comprar mais 2L. Pronto mais meia hora de caminhada, agora carregando 8kg de peso.

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