segunda-feira, 16 de abril de 2012

Esse não é um país sério

Definitivamente quando supostamente o DeGaulle falou que o Brasil não era um país sério, ele falou isso porque não conhecia o Canadá. O Brasil é confuso por natureza, mas nem chega aos pés do Canadá.
A Lena me mandou uma encomenda pelo correio garantindo que eu ia receber dia 11! E pagou a mais por isso. No dia 12, o pacotinho foi liberado para a entrega. Até aí tudo bem, tava sol, um dia a mais ou a menos não faz diferença, na lógica local.
Só que o carteiro saiu com o meu pacote do correio dia 12 e ainda não chegou aqui (hoje é dia 16). Fui na agencia do correio, e a moça super simpática como é comum aqui em Halifax, falou que isso é comum. A caixinha deve ter ficado em algum canto e eles se esqueceram! (talvez ainda esteja na sacola do carteiro e ele não viu!). Aí ela me falou: é por isso que eu não uso correio!!!! a funcionária!
Ela me deu um telefone para eu ligar (800) porque se eu não fizer nada, a caixinha vai ficar para sempre perdida, pode isso? Liguei lá e foi tudo muito rápido e muito eficiente, a moça viu o que aconteceu, mas não pode falar para mim. Porque eu não sou parte interessada no assunto. O relacionamento do correio é com quem manda e não com quem recebe!!!! Será que faz tanta diferença assim?
Ou seja, a Lena que vai ter que ligar. Eu deveria ter falado que o meu nome era Marilena, rs.
No final eu falei para a moça, eu sei que voce não sabe o que está acontecendo, simplesmente voces perderam a caixa e não sabem como fazer agora, e estão ganhando tempo. Ela não negou. Finalmente eu completei, mas o que se pode esperar de uma empresa que não é séria em um país que não se importa com a seriedade.
Agora vou pedir para a Lena ligar, mas já sei o que vai acontecer. Hoje está um belissimo dia de sol e ninguem vai procurar, talvez amanhã.

domingo, 18 de março de 2012

1095 dias

Abrindo um parenteses na série de posts sobre o Canadá, ontem completamos os tão famosos 1095 dias. Mas o que significa isto? É que se o Residente Permanente fica 1095 dias no Canadá em um determinado período de tempo (acho que em 4 anos) passa a ser "eligible" a ter a cidadania canadense. Ou seja, a partir de ontem, nós já podemos solicitar a nossa cidadania!!!
E hoje fazemos 3 anos de Canadá (a defasagem se dá porque a cidadania conta em dias e não em anos, portanto o dia bissexto conta tambem). Curiosamente a Lena e as crianças desembarcaram hoje no mesmo aeroporto, mesmo terminal e praticamente no mesmo horário de tres anos atras! Só que agora vindo do próprio Canadá (Halifax), com as crianças já se virando por conta própria (quando chegamos acho que não fazia nem seis meses que a Lu tinha começado a andar), todo mundo super fluente no ingles, com as carteirinhas de residente permantente na mão (se bem que em voo interno só a carteira de motorista já basta, e as crianças eles veem se são parecidos com os pais, rs, rs), já indo para a nossa casinha (própria) e com uma grande amiga esperando no estacionamento do aeroporto para levar todo mundo para casa.
Eu pretendo solicitar minha cidadania "as soon as possible". Não que mude muita coisa nas nossas vidas, porque os direitos do residente permanente são quase os mesmos do cidadão. Mas as vantagens são, sendo cidadão nós podemos sair do Canadá quanto tempo quisermos sem perder nossos status (se bem que essa não é a intenção) e tambem podemos ir para os Estados Unidos sem necessidade de vistos! Nós nunca tivemos dificuldade em tirar nossos vistos para os EUA, mas é um desgaste sem tamanho, entrevista, taxa, taxa para pagar a taxa, etc.... E quando voce precisa e vai checa-los, pronto, já perderam a validade, e começa tudo de novo. Agora por exemplo as crianças podem ir para os EUA quando quiserem e nós, os pais, não, rs.
Bom, mas agora fica só uma questão, onde (em qual provincia) vamos solicitar a cidadania?

domingo, 11 de março de 2012

Canadá 3 anos - Cap 2 - Moradia

Primeira surpresa no Canadá: aluguel é caro, muito caro. Quando viemos eu pensava em gastar 1000 dolares por mes, não sei da onde tirei isto, rs. Com este dinheiro só alugando um basement. Primeiro chegamos em um tipo apart-hotel, se por um lado foi bom porque nos deu 15 dias para procurar alguma coisa, ou melhor, para entender o tamanho do problema que é alugar uma casa no Canadá, por outro lado foi muito caro! E não conseguimos alugar o que queriamos, porque todos os locatários queriam carta do empregador ou histórico de crédito!
Acabamos aceitando a sugestão do rapaz que alugava o apart para nós (corretor), um jordaniano até legal. Ele nos indicou um palestino, tambem corretor, que estava com um apartamento na mesma quadra do nosso apart. Como não tinhamos muito o que pensar, já estavamos no nosso penúltimo dia no apart, mudamos. Acho que foram umas dez viagens de carro, alugado, do apart-hotel para o apartamento. Mudamos sem móveis, as crianças dormindo em um colchão inflável e nós no chão! Mas pelo menos aqui no Canadá a casa já vem com geladeira, fogão, máquina de lavar roupa e de secar.
Uma vez alugado, fizemos nossa primeira compra do IKEA, só as coisas básicas, rs. A cama de casal, tres camas para as crianças, sofá, uma mesa de jantar, cadeiras.... E no Wal Mart comprei um forno microondas e a televisão. E até hoje guardamos até de lembrança uma cadeira vermelha tambem do IKEA que o inquilinno anterior, deportado, deixou no apartamento. Inquilino por sinal, brasileiro, de Suzano!!!
Fizemos um contrato somente de quatro meses, que foi uma excelente idéia. Aí sim tivemos tempo para procurar uma casa legal e um bairro melhor que o downtown de Mississauga. Não que o dowtown de Mississauga seja ruim, mas dowtown é sempre downtown. E em uma cidade que o que se mais ve é caminhão de mudança.
Achamos, com a indicação de uma amiga brasileira, uma casa em Etobicoke e foi amor a primeira vista com o bairro. O único erro foi que a casa tinha basement alugado. Vários canadenses falaram que isso é normal por aqui, mas para a nossa cultura, brasileira, isto é inaceitavel. A menina era ótima, somos amigos dela até hoje, mas a acústica da casa era péssima e é horrivel saber que qualquer passo seu vai ser ouvido lá  embaixo.
Finalmente da casa alugada fomos para a casa própria no mesmo bairro. Não vale a pena alugar casa no Canadá, a menos que voce saiba que é por pouco tempo ou se voce está interessado em primeiro conhecer bem o bairro antes de comprar. O valor do aluguel e da mortgage é muito semelhante!!! Comprar casa em Toronto, também é caro, muito caro por sinal, mas conseguir um financiamento é fácil, extremamente fácil eu diria. Mas acho que tudo correu bem tambem, porque escolhemos bem o corretor (corretora). Nos demos muito bem com a Rosa, e ela fez tudo direitinho. Comprar casa aqui é dificil, já tinhamos alguma experiencia de Brasil, mas o processo é totalmente differente. Não vou relatar tudo aqui, mas é um tal de open house, proposta, contra proposta, contrato, inspeção, advogado, impostos que não é fácil não.
Mas nada como ter a sua casa própria. Engraçado que os brasileiros que chegaram junto com a gente fizeram mais ou menos o mesmo caminho, e acho que 90% deles já estão na casa própria.
Ah e tambem eu não posso esquecer o apoio da minha irmã. Ela sabe por que, rs.
Mas para concluir, acho que depois de apenas 3 anos no Canadá, já ter casa própria, em um bairro que achamos excelente, foi uma grande vitória.

sábado, 10 de março de 2012

Canadá 3 anos - Cap1 - Idioma

Em breve vamos fazer 3 anos no Canadá, estaremos apto a solicitar a nossa cidadania, e de certa forma, estamos deixando de ser newcomers.
Neste e nos posts seguintes vou tentar fazer um resumo das nossas experiencias nesses tres anos, o que foi dificil, o que foi facil, o que foi decepcionante, o que foi uma grata surpresa.
Vamos conversar pelo idioma.
Toronto é uma cidade estranha, a porcentagem de pessoas que não falam ingles é altissima e a porcentagem dos que falam com sotaque então.... A professora substitua dos nossos filhos é um exemplo, quando alguma das professoras falta e ela assume a classe, é um divertimento para as crianças pelo resto do dia. Eles ficam imitando a professora!!! Quando ela dá o spelling test para as crianças, as vezes ela tem que pedir ajuda para saber como pronunciar a palavra, rs. Halifax já é diferente, no meu ambiente de trabalho por exemplo, existem só dois imigrantes, eu e um indiano.
Acho que uma das maiores dificuldades dos imigrantes é o idioma. O governo tem inumeras opções para facilitar isso, a grande maioria de graça. Tem os Lincs que são cursos de ingles totalmente gratis, mas nem sempre bem organizados (organização realmente não é o forte aqui no Canadá). Acho que o Linc vale a pena se voce chegar aqui com um nível básico, algo como nível 3 ou 4. Para níveis maiores ele não funciona bem. E no Linc tem muitos alunos "profissionais". É impressionante o numero de alunos com cerca de 10 anos de Canadá, que ainda estão nesses níveis baixos. Mas sem dúvida alguma a melhor "escola" para se aprender ingles aqui é a rua, a escola ou o trabalho.
Talvez o único Linc que´eu realmente indico é o do Dixie-Bloor Neighborhood Centre, acho que foi o mais organizado dos que eu conheci.
Tem tambem os cursos de ingles nos colleges. Apesar de ser orientado para quem quer fazer college, conhecendo a qualidade destes, eu diria que são excelentes opções.
Tem tambem os ELTs que mesclam curso de ingles com oportunidade de trabalho, algo como estágios não remunerados. Até pode valer a pena, mas somente se voce tiver interesse em trabalhar em uma área bem geral, como por exemplo, serviços administrativos. Se a sua experiencia for muito especifica, como a minha, é perda de tempo.
O canadense em geral é bem atencioso quando tentamos falar em ingles. Eles fazem de tudo para te entender e até te elogiam. E não estão nem aí para sotaque. O problema é encontrar um canadense que fale bem ingles em Toronto. É incrivel como por exemplo os imigrantes daqui não usam o Do ou o Does para formular perguntas!
Ah, e uma das primeiras coisas que o imigrante deve fazer quando chegar aqui é o Canadian Language Assessment, é gratis, e vai ser usado para entrar em qualquer curso de ingles, só não serve para Colleges/Universidades.

Eu tive muita dificuldade, na verdade, tenho muita dificuldade com línguas. Até que falo fluentemente, mas o problema é entender. Profissionalmente eu entendo tudo, mas nessas conversas do dia a dia eu ainda boio muito.
Mas se for fazer um balanço desses ultimos tres anos, foi facil se adaptar a mudança na lingua, acho que para a Lena tambem, e para as crianças foi facilimo. Um dos meus objetivos, que era fazer com que as crianças tivessem um ingles nativo sem perder o portugues, acho que já foi alcançado.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Lógica canadense

Quebrou o leitor do cartão do meu micro no trabalho!
Liguei para o IT e como sei que alguns deles são enrolados já descrevi o problema por inteiro, já testei o meu cartão em outro micro e ele está funcionando e uma outra pessoa já testou o cartão dele no meu micro e não está funcionando, portanto o leitor é que está quebrado.
Aí o rapaz me pergunta: será então que voce não colocou o cartão de cabeça para baixo? Eu falei, acho que  voce não entendeu e expliquei tudo de novo, mas mesmo assim ele insistiu para que eu virasse o cartão (aí sim ficou de cabeça para baixo) e é lógico não funcionou. Ufa! consegui convence-lo? Não. Ele me pediu para passar a borracha com força em cima do chip, eu expliquei de novo para ele que o cartão tava funcionando e o máximo que eu conseguiria era estragar o chip, mas não teve jeito, fiquei uns dois minutos "apagando" o chip e é lógico não funcionou de novo. Quando eu pensei que ele tinha desistido ele me falou, desliga o computador e liga de novo! Mais uns tres minutos de espera, e é lógico que não funcionou. Finalmente ele concluiu que o leitor deve estar quebrado e agendou a troca para hoje.
Hoje chega o técnico na minha sala, um velho conhecido já, rs. Ele desmontou o meu laptop inteirinho, trocou o leitor e montou de novo. Após 15 minutos, vamos testar e surpresa, não funcionou de novo. Aí ele achou que o problema era no cartão, expliquei tudo de novo para ele, mas agora foi ele quem ficou apagando o chip por dois minutos. Finalmente depois de umas cinquenta tentativas, ele resolveu trocar de novo o leitor. Ufa, mais quinze minutos de espera e dezenas de parafusos soltos e apertados, vamos testar, e de novo, não funciona!!!!
Aí eu falei, peraí, deve ter alguma coisa de muito errado, não é possível tres leitores não funcionarem assim. E ele me respondeu, tres não, porque eu estou trocando o leitor por ele mesmo!!!! Ficou até chato, porque quando ele falou isso eu ri e disse, mas então as chances de funcionar eram pequenas mesmo! Eu percebi que ele ficou bastante incomodado, retomei a seriedade e falei para ele, o leitor está quebrado, a gente precisa de um novo. Aí sim parece que eles entenderam, eles vão solicitar um leitor novo e trocar quando chegar.
Esse é o custo Canadá, rs.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ser levado pela correnteza

Se é uma coisa que eu não gosto é de não estar completamente sobre o controle dos acontecimentos. E parece que é isto que está acontecendo agora.
Quando em dezembro eu recebi a noticia que estava aprovado para a vaga daqui de Halifax comecei a pensar em arranjar um lugar provisorio para morar e ver quanto custaria para ir para a casa ver a família, que móveis eu precisaria, como eram os onibus da cidade, etc. Mas meu chefe me ligou para perguntar se eu preferia um apartamento no térreo ou no primeiro andar! Tudo já estava certo, onde eu ia morar, o apartamento já estava mobiliado, passagem aérea de 15 em 15 dias, carro !!!!
Aí ele me manda os documentos para eu assinar, e vejo que o salário não era o que eu tinha pedido. Era maior!
Aí quando chego aqui vejo que estou como senior, o serviço é bom (na verdade, é o fillet mignon da engenharia). Descubro tambem que até o sapato de segurança eu posso jogar nas despesas da empresa!
Bom, vamos entao me concentrar em me tornar P. Eng o mais rapido possivel. Em Toronto foi só dificuldade, na verdade, eles me enganaram , dizendo que eu não precisava do título. Aqui, responderam o meu email no dia seguinte, e por enquanto, só estão falando em facilitar o processo, como por exemplo não exigindo de mim a entrega direta dos documentos do Brasil para cá.
Em Toronto eu sonhei com um mestrado profissionalizante, estudei todo o site da U of T, fiz perguntas por email (nunca respondidas) e fui lá pessoalmente. A atendente era super grossa sempre falava que a minha pergunta era óbvia e depois de cinco minutos falava, é realmente eu também não entendi direito isso. E olha que eu tava indo com indicação da escola de estudos continuados de lá mesmo. Aqui eu mandei um email e me responderam no dia seguinte, tive um dia livre no trabalho e resolvi ir lá sem marcar hora. A recepcionista perguntou se eu tinha marcado hora, disse que não, e ela: a voce fez bem de ter vindo, vou falar com  a moça da secretaria e ela arruma um horário para voce. Em cinco minutos já estava conversando com a secretária da escola e ela me pedindo desculpas porque não tinha muito tempo para conversar. Resultado, já fui pre-aprovado para fazer o curso. Curso que por sinal, ainda nem tenho certeza se quero fazer ou não.
Finalmente a Lena conheceu uma moça na escola das crianças que tem uma amiga aqui, essa amiga por sua vez tem uma amiga corretora. E lá estou eu, sábado passado, visitando escolas, bairros e discutindo preço de aluguel e mortgages.
Só que ainda falta pensar se queremos tudo isso!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Colecionando figurinhas

No final do ano passado fomos ao aniversario do filho de uma amiga nossa aqui, e como brinde no final, ganhamos um album de figurinhas dos jogadores de hockey da temporada e uns 7 saquinhos de figurinha. Logo depois fomos ver o timão ser campeão brasileiro na casa de outro amigo, e aí, o Du ganhou uma caixa com cinquenta saquinhos!!!!
Dá para imaginar a festa que foi para os tres ficarem colando os stickers no album. E que trabalho!!! Só para eles acharem os locais certos!!
Mas sobraram mais de 100 repetidas (ou doubles como se fala aqui) e faltaram 103.
Então, como a idéia é completar o album sem gastar um tostão, rs, partimos para o "trade".
Entrei no kijiji aqui e a Lena em Toronto. Aqui eu já consegui arrumar mais 19 stickers, e tem uma chance de mais 10.
O curioso de tudo é que uma dessas pessoas é mãe de um menino de dez anos, e está como nós, trocando os stickers para o filho.
Mas o outro cidadão que tem exatamente a mesma idade minha, é o proprio colecionador!!!! Parece que ele coleciona desde a década de 70! Hoje eu fui trocar com ele, e ele estava vestido com o uniforme da aeronáutica, ele trabalha aqui na base militar.
Eu gostei dessa história de figurinha, mas acho que eu não ia colecionar mais não, se não fosse o Du, rs.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Prof Alcidio

Hoje eu fiquei sabendo do falecimento do Professor Alcidio Abrão. Acho que o Professor Alcídio foi uma das maiores pessoas que eu conheci. Além de inteligente e aplicado, o Professor era um ser humano impar, era simpático, simples, generoso, humilde. Vou copiar aqui a matéria que um amigo em comum escreveu sobre ele na revista do Conselho Regional de Química. Vou deixar o link aqui:
 
http://www.crq4.org.br/?p=texto.php&c=alcidio_abrao
 
E não posso esconder meu orgulho em ter ajudado a construir a planta piloto que o Prof. Alcídio estava operando na foto.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O melhor final de semana da minha vida

O maior período que fiquei longe da Lena e das crianças foi uma semana, quando fui a trabalho para os EUA (do Brasil). Mas as crianças eram tão pequenas que acho que pouco perceberam. Desta vez foi diferente, foi o primeiro período de duas semanas e agora as crianças já estão bem grandinhas.
O começo foi meio tumultuado, caos aéreo em Halifax, mas os voos atrasaram tanto que acabei pegando um voo que sairia mais cedo do que o meu, mas mais ou menos na hora programada para o meu. Cheguei bem tarde e já tava todo mundo esgotado de me esperar. Mas cheguei em casa empunhando meu primeiro holerit!!! Pode parecer bobagem, mas depois de tanto tempo sub-empregado ou desempregado, chegar em casa na sexta a noite com o cheque na mão é uma alegria e tanto, mesmo tendo sido de apenas 4 dias.
Mas o sábado foi excelente, fomos ver o Eduardo patinando na sua aula (patinando bem por sinal), depois fomos comprar a guitarra dele (ele começou aula de música agora), os capacetes com máscaras para as aulas de patim das meninas, fomos almoçar no Johnny Rockets. Já em casa montamos a guitarra e o amplificador e o Du e a Le tiraram seus primeiros acordes!!! E ainda fomos jantar na Pizza Hut de Mississauga (por sinal um lugar em que sempre somos bem atendidos) e já bem no final da noite, com todo mundo já esgotado, campeonato de Mario Kart.
No domingo mais correria, fui ajudar a Lena numas comprinhas, depois um arrozinho com feijáo que já tava com saudade e fomos nadar no Etobicoke Olympium (na verdade deveriamos ter almoçado depois). Mais uma sessões de guitarra e Mario Kart a tarde até a hora, como diz a minha tia, "a festa acabou".
Curioso que no aeroporto a Lu ficou o tempo todo de mãos dadas comigo.
Bom agora é contar os dias de novo, porque na próximma semana tem mais.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Impressões sobre Halifax

Halifax é uma cidade pequena, na verdade muito pequena. Tem 350.000 habitantes mas foi fruto da junção de quatro cidades que de certa forma são bem separadas. Eu moro em Dartmouth que fica do outro lado da baía (é mais ou menos como Niterói em relação ao Rio, só que bem mais perto). Para ir para Halifax mesmo tem que cruzar uma das duas pontes (1 dólar por cada percurso) ou ir de Ferry (duas linhas, 2,25 dolares cada viagem). Dartmouth é uma cidade muito velha, e onde pela primeira vez, aqui no Canadá, eu vi uma certa tensão social no ar (na verdade, tensão racial). Parece um pouquinho o sul dos EUA aqui.
O pessoal é diferente do de Toronto, aqui minoria visível é minoria, rs. Acho que 90% dos locais são descendentes de ingleses, escoceses ou irlandeses, deve ter uns 5% de franceses e somente o resto de imigrantes. Outra diferença é a simpatia, nos meus dois locais de trabalho rola um clima meio brasileiro. A grande maioria das pessoas sorri quando cruza com voce, e se possível, puxa papo. Também achei os vendedores das lojas muito, mas muito mais amáveis do que os de Toronto (aqui não precisa ter a placa que eu vi numa loja de discos em Etobicoke, em caso de dúvida pergunte a um vendedor, pode parecer estranho mas ele não morde!).
Mas acho que somos ainda mais pobres do que Ontario, a economia anda meio mal por aqui, era muito baseada na pesca, mas pelo visto já acabamos com nossos cardumes.
Na época da independencia do Canadá, nós (de Nova Scotia, rs) não queriamos participar da confederação, uma das razões era que eramos muito mais ricos dos que as demais provincias, agora não sei não se a confederação nos quer, rs. Na verdade acho que nós, PEI, New Brunswick e Newfoundland and Labrador deveriamos nos unir e fazer uma só provincia, seria muito mais forte. Existe essa idéia por aqui, mas ainda está muito crua. E isso não é impossível aqui no Canadá, tanto Toronto quanto Halifax eram completamente diferentes há dez anos atras.
O centro de Dartmouth é pequeno e é incrivel como depois das seis fica completamente vazio. Dá até medo!!! A biblioteca fica bem na estação do Ferry e é legal, tem o mesmo nível da biblioteca de Etobicoke. O centro de Halifax é maior, mas são só casinhas meio velhas onde tem as lojas. Tem a Citadelle que é um forte que fica numa colina que domina toda a cidade (dá para ver fog em todas as direções, rs), um Museo maritmo que parece legal, um centro de ciencias para as crianças e um museu de história natural. E curioso o parque central da cidade, o nosso High Park, fecha!!! Isso mesmo, fechou em novembro e agora só em maio. Não entendi!
O clima é relativamente quente se comparado ao Canadá, as temperaturas são mais ou menos as mesmas de Toronto, só que chove muito mais. E neva tambem mais. Ah e tem o fog. Dá para acreditar que uma cidade aqui na Nova Scotia teve um verão com 85 dias de fog? Mas quantos dias tem o verão? Aqui não dá nem 90!.
Por incrivel que pareça a cidade é mais violenta que Toronto ou Mississauga! Não sei ao certo as razões. Mas como disse no começo aqui tem problemas sociais. Em Halifax, no passado (eu digo até a década de 60) tinha favela!!! Bom, não vou escrever o nome da favela aqui porque é carregado de preconceito, rs.
Mas se aqui no Canadá o nível das cidades não é dos melhores, o desvio padrão é baixo. Na verdade, não faz muita diferença morar em Toronto ou Halifax. Vamos ver daqui há seis meses se eu escrevo a mesma coisa.