domingo, 8 de novembro de 2009

Sábado de sol.....

Tivemos um final de semana excelente. Fez um veranico por aqui.
A temperatura ficou por volta dos 15-18 C o final de semana inteiro. Aproveitamos bastante. No sábado de manhã ficamos jogando basquete na frente de casa (ganhamos uma cesta da vizinha!!!) e andamos de bicicleta (as crianças). A tarde fomos no High Park, joguei futebol com o Du e depois ficamos brincando no parquinho até quase escurecer. Agora está escurecendo super cedo, por volta das cinco e meia. Perdemos quinze minutos de dia durante cada semana!! A noite a Lena fez um fondue com uns amigos, fomos dormir pra lá de meia noite.
Acordamos super tarde mas já nos preparamos para sair de novo. Fomos ao Kelso Park, lá em Milton. O parque é composto de um lago, que no verão deve dar praia. E uma montanha que funciona como pista de esqui no inverno. Um lugar muito bonito, valeu a pena.
Mas o que mais me deixou contente é que mesmo em novembro ainda temos um final de semana super aproveitável para atividades outdoor, como esse.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Vacina contra gripe

Hoje tomamos a vacina contra a gripe suína.
Tudo com cara de Canadá, tudo muito bem intencionado, muita gente para ajudar, tudo muito calmo, ninguem furando fila, mas nem sempre tão simples.
Primeiro entramos numa pré-fila, fora do prédio ainda. Esperamos um pouco (uma meia hora) até que abriram as portas do prédio e colocaram todo mundo para dentro do prédio. Lá dentro outra fila, todo mundo sentado em cadeirinhas colado nas janelas do prédio. E com a televisão entrevistando os funcionários.
Nesta fila, uma enfermeira andava entre as pessoas para checar se elas eram elegíveis para a vacina ou não.
Estava bem claro, que só tomariam vacina as crianças com menos de 5 anos (ou melhor quem tem até 4 anos e 11 meses e 29 dias), profissionais de saúde e idosos. Mas a enfermeira nos falou que o critério não é bem esse, e sim a todos da casa em que tenham crianças com menos de 5 anos. É lógico que não discutimos, mas o problema como eu conhecia somente o critério que está sendo veiculado publicamente, não levamos o Du (achamos melhor deixa-lo na escola).
Descobrimos também naquele momento que aquelas eram somente as filas para marcar horário para sermos vacinados. Saímos então com 4 senhas para tomar vacina duas horas depois.
Quando discutimos o que iamos fazer, um segurança se aproximou e me disse o seguinte, traz o menino e troca com voce. Excelente idéia, já que as senhas não são nominais, e foi isso que fizemos. Lógico que o casal altruísta brigou para ver quem ia ceder sua vacina para o Du, o fato da Lena estar se expondo na escola de ingles já a balançou, mas a minha última frase, que mãe é mais importante que pai para as crianças decidiu, rs, rs, rs.
Fomos então pegar o Eduardo na escola e retornamos para a fila, agora sim a de tomar a vacina. Lá tentei dar uma de esperto e tentar obter uma senha para mim, mas quase pus tudo a perder, chamaram uma coordenadora que só conhecia o critério publicado.
Bom, mudamos de estratégia, pensei que lá dentro eu iria encontrar a enfermeira que queria nos vacinar. Logicamente pela lei de Murphy, quem estava recebendo as pessoas? A coordenadora que não queria me vacinar, rs.
Entramos então na sala, e por ordem, a Lena, a Lu, a Le e o Du tomaram a vacina. Então numa última tentativa perguntei para a enfermeira que deu a vacina no pessoal, o que eu deveria fazer. Ela prontamente chamou uma moça, que parecia ser superior dela, e minutos depois "arrumaram" uma ficha para mim e eu pude tomar a vacina. O critério válido é realmente vacinar todos na família quando tem crianças pequenas. E isso faz muito sentido. Se eu não tivesse tomado a vacina eu estaria me expondo muito. As crianças, que ficam muito expostas ao vírus, não ficariam mais doentes mas continuariam transmitindo. Para mim, no caso, rs.
Bom, o importante é que todos nós tomamos vacina. E vai um conselho para todos. Se voce tem filho com menos de 5 anos, vá todo mundo para a fila, que com certeza todo mundo será vacinado. Pai, mãe, filho moço,cachorro (não cachorro não). Vale tudo.

Halloween

Sábado foi o halloween. Muito saudável essa brincadeira. Primeiro que a preparação é longa, compramos uma abóbora, aí, eu, a Le e o Du tiramos todas as sementes de dentro e fizemos os olhos, nariz e boca. Tudo com duas ferramentas compradas no dollarama por 1,50 dólares. E dentro da abóbora colocamos uma vela.
Na frente de casa, além da abóbora, colocamos uma lampadazinha em formato de abóbora a pilha, espalhamos teias de aranha artificiais (com as aranha) pela fachada (teia de aranha por 1 dólar na dolarama) e jogamos todas as folhas secas que eu tinha coletado com tanto esforço na varanda.
Ficou tudo muito legal.
A noite, as crianças sairam (com um casal de amigos e a filha deles) para pegar as balas. Também muito legal, mais de 50% dos moradores deixam a luz do jardim acesas, essa é a senha para as crianças baterem na porta para pegar as balas. Obviamente um de nós sempre ficou em casa para distribuir as balas que tinhamos comprado na véspera para elas. E todo mundo super fantasiado.
Uma brincadeira muito divertida e saudável. Bom, saudável nem tanto, porque as crianças agora não param de comer doces, rs, rs.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Arboretum Toronto

Nunca tinha ouvido falar nesse Arboretum em Toronto. Mas na última feira de empregos que fui, no Etobicoke Civic Centre, tinha uma propagandinha deles. Fiquei curioso, entrei na internet e achei que o local poderia ser legalzinho.
O primeiro ponto positivo é que fica muito perto de casa, perto do aeroporto. Fica no campus do Humber College, que parece ser um dos melhores colleges da região.
Não estava apostando muito no lugar, mas o passeio foi simplesmente maravilhoso.
Apesar de no Brasil não existir florestas como aquela, esse tipo de mata faz muito parte da nossa cultura, por causa das estórias infantis. Algo como o bosque em que a chapéuzinho vermelho se perdeu, rs.
Mas voltando ao arboretum, é uma floresta de maple. O lugar é simplesmente maravilhoso. Encontramos até dois cervos jovens na mata, soltos, ao nosso lado. Como tudo aqui, o lugar apesar de deserto é seguro. E agora no outono a quantidade de folhas amareladas no chão era impressionante.
Um lugar para se voltar em todas as estações. Perto de casa, de graça (até o estacionamento é grátis) e bonito.

Picking apple

Essa é meio velha, fomos colher maçãs há umas duas semanas, mas como não comentei no blog.
Fomos até uma fazenda (na verdade uma pequena chácara bem próxima do centro de Mississauga) para colher maçãs.
Voce pega um tratorzinho para ir até onde estão os pés. Ah e tem abóbora para o halloween tambem. Lá voce pode comer a vontade. Mas é lógico que para levar para a casa voce paga. Preço de supermercado, mas o passeio vale a pena, porque é algo muito diferente para as crianças.
Que criança em São Paulo que já pegou maçã no pé e comeu? Bom, deve ter muita criança que nem macieira nunca viu na vida (como meus filhos por exemplo).
Um passeio rápido, barato e divertido. E ainda estou comendo maçãs (pena que em casa só eu e a Le realmente gostamos de maçã). Vale a pena (ano que vem agora) ficar acompanhando o calendário das frutas para colhe-las nos pés.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Cidadania portuguesa

Estamos tentando tirar a cidadania portuguesa da Lena, o que significaria das crianças também. Algo como um plano B, se não dermos certo aqui no Canadá.
O primeiro passo foi regularizar os avós da Lena, cidadães portugueses mas falecidos no Brasil. Montamos um dossie, mas depois de uns seis meses, o recebemos recusado. Faltava a data de casamento dos dois e o local!!! Com certeza foi em Portugal, mas saber ao certo onde.
Finalmente conseguimos achar os passaportes deles!!! E no passaporte contem todos os dados do casamento, que se não me falhe a memória foi em 1926!!!
Agora vamos mandar essa informação e acho que depois de mais uns seis meses, vamos conseguir completar a primeira etapa.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Desejo de imigrar é genético!!!

Recentes pesquisas determinaram que o desejo de imigrar tem uma origem fortemente genética. Ou em outras palavras, são sequencias de bases que determinam certas proteínas que dão as pessoas uma vontade enorme de se mudar.
Vamos estudar meu caso
Eu imigrei de São Paulo para Toronto, são 8.200km.
Minha mãe migrou de Corupá, SC para São Paulo, são 600 km (pouquissima coisa, mas se lembrarmos que isso foi no final da década de 40 em que o único meio de transporte entre essas cidades era o trem e demorava quase um dia inteiro!!!)
Meu avo, bom, meu avo é a exceção para valer a regra.
Meu bisavo, esse foi um recordista. A imigração dele, de Essen, Alemanha para Corupá foi de 10.300 km. Isso sem contar que ele resolveu voltar para a Alemanha e reemigrou para o Brasil. Só a viagem de navio entre Hamburgo e São Francisco em SC demorou 1 mes (cada, rs).
Provavelmente o pai do meu bisavo, da Prússia Oriental para Essen, mais 1000 km (dá para imaginar o que não foi uma imigração de 1000 km no começo do século dezenove). Essa foi uma imigração tão intensa na Alemanha que tem até nome Ostflucht (algo como caminho para o oeste)
Ou seja, em 5 gerações, meus genes atravessaram 20.000 km.
E ainda pode ser contado por parte da minha avó, que se mudou de Blumenau para Corupá em SC, e o pai dela que veio de algum lugar indefinido da Alemanha. E meu pai que migrou do interior de SP para a capital.
É lógico que é uma brincadeira que a imigração tenha um fundo genético (pelo menos com o conhecimento científico atual), mas que é muita gente se mudando em pouco tempo, é sim, rs.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Educação física na escola - futebol

Ontem quando fui buscar o Du na escola estava tendo uma aula de educação física de futebol. Vou comentar aqui as diferenças de uma aula de educação física daqui e do Brasil.
Em primeiro lugar, o futebol é jogado por equipes mistas, ou seja, meninos e meninas jogando juntos. No Brasil, na minha época, futebol feminino era uma heresia, misto então. E se pensarmos bem, qual o problema de menina jogar futebol. Esporte violento? Violento é o hockey e o football (americano), que por sinal vai ser assunto para um próximo post.
O uniforme dos jogadores é outra coisa estranha, as crianças jogando de jaqueta. Tudo bem, tava frio, uns doze graus. Mas jogar futebol de calça jeans e jaqueta é muito estranho. Tinha uma menininha, que então radicalizou, jogou de bota!!!!
Mas o mais estranho de tudo foi a organização dos times dentro de campo. Crianças de cerca de dez anos mantendo as suas posições. Não é aquele bumba meu boi, que era a aula de futebol do meu tempo, com todas as crianças em cima da bola. As crianças sabiam dominar a bola, tentavam jogadas individuais mas muitas vezes passavam a bola para colegas mais bem posicionados. Tinha até uma tática, um dos times quando roubava a bola sempre dava um lançamento (bom, na verdade um chutão) para a direita, e lá ia um aluno (afro-descendente) super rápido atrás da bola. Esse menino quase sempre controlava a bola, ia até a linha de fundo e cruzava. O centroavante era um japonezinho, pequenininho de dar dó (bom, em se tratando de Canadá ele devia ser na verdade chines), mas que sabia se colocar na área. E aí era só correr para o abraço. Em cinco minutos que eu assisti o jogo eles marcaram tres gols assim.
Mas o que mais me impressionou, e isto difere totalmente do que acontece no Brasil, é que para as crianças estarem jogando daquela maneira significa que o professor de Educação Física conhece futebol!!! Tudo bem, que conhecer os esportes é o mínimo que pode se pedir de um professor de Educação Física, mas vendo o jogo de ontem, consegui perceber como os meus professores eram fracos. Poxa no país do futebol, em que as pessoas tem uma habilidade inata, jogar as crianças sem qualquer organização, sem qualquer fundamento em cima de uma bola de futebol, é muita incompetencia.
Mas nós brasileiros podemos ficar tranquilos. Se as crianças canadenses estavam boas de teoria, de habilidade......

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Dificil para entender

A escola do Eduardo se organiza em sequencias de cinco dias. Ou seja, se tem ginástica duas vezes por semana, é no primeiro dia da semana e no quarto por exemplo. Coincidentemente são cinco os dias úteis por semana, fácil se organizar? Fácil nada.
Alguem notou um problema incontornável. Tem semanas (as que tem feriado) que tem somente quatro dias úteis. Como contornar isso? A solução foi criar uma outra nomenclatura dos dias independente dos dias da semana. Então se uma semana tem feriado na segunda feira, o dia um passa a ser a terça feira e o cinco a próxima segunda feira. E assim até que outro feriado jogue tudo para a frente mais um dia. E depois de cinco feriados os dias da semana e os dias escolares entrarão em fase novamente, quer dizer somente até o próximo feriado.
O que parecia ter sido uma solução muito simples acabou dando confusão. Aparentemente os pais continuaram a usar a nomenclatura antiga (monday, tuesday, etc) e não a nova. E então foi um tal de mandar a criança com roupa inadequada para ginástica, devolver o livro no dia errado, etc, após o primeiro feriado depois da mudança (que foi o thanksgiving). Bom, mas a escola assumiu o erro. Mandou um novo calendário do mes de outubro, agora com as duas denominações dos dias. Isto é, hoje é uma terça feira, dia 20, mas é dia 5 para a escola, ou seja, hoje está terminando a semana e amanhã começa a próxima. E colocou uns adesivos nos dias para lembrar os pais das atividades. Amanhã então como é segunda feira, ops, o primeiro dia da semana é o dia de devolver o livro na biblioteca.
Ah, a única exceção, é o pizza day. Esse era no quinto dia ou seja, sexta-feira. Vai continuar sexta-feira. Vai ser então sempre em um dia diferente (do calendário escolar, não do nosso calendário normal). Mas os adesivos estão fixos na sexta-feira para ninguem se confundir.
Acho que com esse novo calendário as coisas vão funcionar direito. Mas será que não era mais fácil voltar para as denominações usuais dos dias da semana?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A procura de emprego

Agora, com o Edu, Lena e as meninas na escola estou com as manhãs livres para procurar emprego. São duas horas e meia de dedicação exclusiva, bom descontando o tempo em que lavo as roupas (na máquina é claro), arrumo as camas e arrumo a cozinha do café da manhã. Mas é um bom tempo.
Hoje faz exatamente um mes que estou nessa rotina, foram 34 currículos enviados (monster, workopolis, sites das empresas e sites de head hunters). O retorno foi de 2 processos seletivos (ou seja 6% dos currículos enviados).
Curiosidades:
- Um ponto negativo para procurar emprego aqui é o sistema de telefonia, vira e mexe o nosso telefone quebra. Duvido que um empregador vai ficar tentando vários dias ligar para um candidato que o número só dá ocupado. Preciso deixar também o número do celular nos currículos (que eu não fazia, para não correr o risco por exemplo de fazer uma entrevista no transito).
- Mandei um currículo para uma empresa e não obtive retorno. Aí um headhunter achou meu currículo no monster, me ligou, e estou no processo seletivo. Estranho porque a empresa prefere pagar ao headhunter do que me contatar direto, mas....
- Um dos processos seletivos é em News Brunswick, um estado pequeno, mais ao norte. Curiosamente é o único estado realmente bilingue do Canadá. A vaga parece ser interessante, mas eu não vou levar adiante. Além de ter que se mudar de novo, para um vilarejo de 20.000 habitantes em um lugar hiper frio (para os padrões canadenses), ainda teria que arcar com todos os custos da entrevista, como passagem de avião por exemplo. O investimento vai ser muito alto, para uma possibilidade de retorno relativamente baixa.
Mas estou animado, nunca desde que chegamos ao Canadá, tem aparecido tantas vagas na minha área. E mesmo baixo, o retorno desse vez foi interessante. Qualquer dia desses dá certo, e como dizia meu professor em Mississauga, não se preocupem se o retorno dos currículos é baixo, porque precisamos de um emprego somente, rs, rs, rs.
 
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